A magia da roda

A dança é uma grande forma de expressão humana, e no batuque do Rio Grande do Sul essa dança é realizada círculo, formando uma roda de energia, onde nos purificamos e nos carregamos de energia positiva.

O círculo fica sempre em movimento e impede a entrada de energias ruins dentro dele. Dizemos que a roda está fechada quando não existem espaços vazios entre as pessoas que dançam, espaços estes que devem ser evitados, a fim de evitar a entrada de maus espíritos, segundo alguns antigos.

Os orixás, forças sagradas da natureza, dançam no centro da roda, os iniciados, em alguns casos também simpatizantes da religião, dançam na roda, e os demais que apenas prestigiam a festa, ficam fora da roda.

A roda de batuque é um dos momentos mais belos de uma obrigação, pois nos é possível interagir com os orixás, e sentir sua força e energia, presenciar a manifestação dos orixás. Cada orixá que se manifesta traz consigo a sua energia, sua força que nos torna naquele instante mais leves.

A dinâmica da roda muda um pouco de acordo com a nação, na ordem dos axés e na ordem cantada para cada orixá, mas a essência é a mesma, a força e energia é a mesma, os objetivos são os mesmos.

Durante o batuque é na roda que após a manifestação dos orixás estes irão passar seu axé as pessoas, é nela também que ocorra a retirada de toda a energia ruim que está em cada um dos presentes, e é onde cada um se enche de nova energia.

É dançando que podemos pedir aos orixás sua proteção, seu carinho, agradecer ao que conquistamos e ter a certeza que o próximo dia será melhor.

É importante durante a dança ritual sempre mantermos o respeito com nossos irmãos de axé, com nossos amigos e principalmente com nossos orixás que se manifestam para ajudar, e no mínimo o que estes merecem é nosso respeito. Respeito esse que deve estar em cada detalhe, no cuidado com o orixá, no seu atendimento, na hora de sua chegada, na atenção dispensada.

No Ilê Orixá a roda foi iniciada somente com os filhos do axé, que sozinhos formaram uma grande roda de força e energia, e rapidamente foi se enchendo de mais energia com presença de novos amigos que iam chegando. Ela também representa união, pois ficamos todos unidos para formar uma roda, que nesta obrigação foi conduzida pelo alabê José de Bará Lodê.

 

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* Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 20/11/2013 Revisão em 22/11/2013

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