Homenagem ao Orixá Xangô

 

Quando o Ilê Orixá foi aberto, em consulta a Ifá, Pai Ronie de Ogum escolheu os orixás Xangô e Oxum como padrinhos da casa. No ano de 2013, ano em que Xangô é o Orixá regente, é importante destacar a importância de Xangô no culto africanista, já que é o orixá que nos orienta em caminhos de sabedoria e justiça.

Xangô é representado por uma balança, que mostra sua imparcialidade e o seu oxé (espécie de machado, com dois gumes), que nos denota também imparcialidade, pois está pronto para cortar para em qualquer lado Xangô pune o infrator, no lado que estiver, é justo.

Ele é representado pelas cores vermelho com o branco, é um Orixá de fogo, a cor vermelha enaltece a sua força, é um Orixá de fogo, por isso alguns dizem que Xangô teme a morte. Na verdade, ele não teme, e não tem por que temer. Acontece que Xangô, um Orixá quente, representa a força da vida. Energia pura. A morte é antagônica a ele, não condiz com sua essência, por isso ele a abomina.

Durante a obrigação, Xangô foi homenageado com uma bela mesa decorada com frutas, decorada pela amiga e oriunda do mesmo axé Fernanda de Xangô Aganju. Na balança, sobre as frutas duas rosas, uma vermelha representando Oya e uma amarela representando Oxum, além de abacaxis, lembrando as esposas de Xangô.

Todas as frutas ao término do batuque foram distribuídas e o excedente aos amigos da comunidade que visitaram o Ilê.

Cachos de banana foram utilizados para ornamentarem a mesa de Xangô e o quarto de santo, que foram distribuídos ao término da obrigação, distribuindo desta maneira também o axé da justiça de Xangô.

Pai Ronie destaca que ele e Pai Alexandre possuem sua raíz em Xangô Godô, e que a nação Oyo com Jeje também foi iniciada por Xangô (com Pai Acimar de Xangô Taio), por isso sempre existem nas festas espaços decorados para Xangô, que nos fazem lembrar a origem do axé.

Lembrar da nossa origem é relembrar de nossos antepassados, de nossa ancestralidade, de nosso início e isso é a base da religião africana, devemos sempre lembrar onde fomos iniciados. O axé de um terreiros é sempre a somativa do que previamente já existiu.

Pai Ronie agradece a Fernanda de Xangô pelo tempo gasto na decoração da mesa ao Orixá Xangô e essencialmente ao carinho dispensado, aos detalhes e sobretudo a sua confiança. Que Xangô, retribua com axé de prosperidade e fartura em toda a sua família, e que a sua casa, que é conduzida por ele seja sempre exemplo de justiça, seriedade e axé.

 

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* Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 13/11/2013 Atualizado em 01/05/2014

 Lei de Direito Autoral nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. 

Ilê Orixá -2011 - Designer Pai Ronie Ogum Onire