Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG, Pós-Graduando em Especialização em Mídias na Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.

 

AXÉ DE FALA

 

Abrir a fala a um Orixá ou conceder axé de fala, é permitir que o Orixá se manifeste na Terra com toda a sua plenitude, força e axé. É permitir que ele se comunique com seus filhos e pessoas que busquem seu axé, ou simplesmente uma palavra de conforto. Embora "o Orixá não necessita falar para dar o seu axé"(Tacques, 2008).

Todo o Orixá quando nasce sabe falar, e ele não fala em respeito ao seu Babalorixá, que o iniciou e permitiu que desta forma chegasse a Terra (aye). Dependendo do desenvolvimento do Orixá ele pode levar mais ou menos anos para receber o axé de fala, mas a maioria dos babalorixás compreende que deve ser um axé entregue somente após alguns anos de chegada do Orixá. Este tempo é necessário para o pleno desenvolvimento do Orixá na terra, aprendendo os fundamentos de seu Ilê e a se comunicar adequadamente com os humanos.

Quando se permite que um Orixá fale, estamos confiando no que fizemos, e na manifestação sagrada que se encontra no aye. O axé de fala ao Orixá é um ritual fechado, onde participam alguns babalorixás e yalorixás, que irão servir de testemunha da veracidade do Orixá que está ali manifestado.

"As testemunhas devem se, na maioria, Pais ou Mães-de-Santo de outros Ilês. A comemoração positiva da veracidade e da força do Orixá é algo de muita comemoração" (Tacques, 2008).

Em alguns Ilês, é colocado no Orixá que recebeu a fala uma capa, como forma de o diferenciar de outros que ainda não recebram, de o destacar naquele momento. Esta prática não é adotada em todas as casasde axé, algumas entregam flores ao Orixá.

Quem libera a fala a um Orixá de forma alguma está duvidando daquele Orixá, mas está apenas confirmando a veracidade do Orixá, para evitar que pessoas mal intencionadas se coloquem por vezes no lugar de Orixás.

Ao concluir o axé de fala, o Orixá que recebeu a fala, retorna ao salão dos Orixás, onde diz seu nome e tira seu axé (cabeça e passagens), além do axé do Pai de Santo. Para Tacques (2008) "é um axé de muito segredo e fundamento", por isso sempre é realizado na presença de pessoas mais antigas.

REFERÊNCIAS

TACQUES, Ivoni Aguiar. Ilê-Ifé: de onde viemos. Porto Alegre: Artha, 2008. 152 p.

 

 
 

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* Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 29/09/2013

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