O dia correto para trocar

os axés do Bará

O kírí oko o kírí ebo

Ele passeia pelo campo para receber oferendas.

 

A grande maioria dos praticantes de matriz africana no Brasil, e em especial do Rio Grande do Sul, entende que a troca dos axés do orixá Bará deve ser realizado nas segundas-feiras, por ser o primeiro dia da semana após o domingo, dia dedicado por muitos a Oxalá, no entanto esta prática não é unânime.

No Ilê Orixá, uma casa de tradição Oyo e Jeje, entendemos que não existe uma obrigatoriedade de dia para isso, pois mesmo que se considere um dia específico mais indicado para culto a cada orixá, não significa que o orixá não receba culto a ele em outros dias. Desta maneira a família Ilê Orixá realiza a troca de seus axés no dia em que fica mais adequado a cada terreiro, na sede do Ilê Orixá esta troca dos seus axés realiza-se sempre nas sextas-feiras, em caso de dia seco, se chover no próximo dia que estiver seco, isso desde a sua fundação em 2011.

Não existe nenhuma referência de dia para a troca dos axés do Bará na cultura africana, apenas sabe-se que este orixá deve ser o primeiro a ser reverenciado, o primeiro a ser cultuado, mas isso não significa que os seus axés devem ser feitos unicamente nas segundas-feiras, ressaltando novamente que fazer neste dia não implica em nenhum problema, da mesma forma os que o fazem em outro dia qualquer. O mais importante é a regularidade, a troca de seus axés com respeito, com zelo, carinho e fé.

Todos os praticantes de cultos afros devem aprender a respeitar as diferentes opiniões e fazer o que muitos chamam de fundamento, pois se cada um respeitar as diferenças existentes de um terreiro para o outro quem ganha são todos da tradição, pois somente unidos é que somos fortes. O mais importante não é o dia em que um terreiro faz a troca de seus axés, e sim a sua seriedade com isso.

Na religião brasileira não existe nenhuma pessoa que seja reguladora da forma de culto, da tradição ou de fundamentos, desta forma não cabe a ninguém questionar o que uma casa de axé faz, não cabe dizer quem é melhor ou quem é pior, que dia deve ser trocado os axés, pois com base em que critérios? Nossa religião é fundamentada no orixá, que transmite o que sabe, o que pode transmitir e com isso ensina como cultuá-lo, não seguimos um livro sagrado, como a tradição Cristã por exemplo;

É importante ainda lembrar que a semana tradicional yorubá (Kojoda) é composta por quatro dias, que são dedicados aos orixás, dia 1 que é dedicado Obatalá (Sopanna, Ìyáàmi, e o Egungun), dia 2, que é dedicado a Orunmila (Esu e Osun), dia 3, que é dedicado a Ogum (Òsóòsì) e dia 4 que é dedicado aSango (Oya), lembrando que a semana de sete dias foi adaptada para fazer negócios. (Wikipedia, 2016).

É importante lembrar que, "Bará não é o exu da Quimbanda, nem o diabo do Cristianismo, tampouco possui semelhanças nesse sentido. Deve ser tratado com muito respeito da mesma forma que os demais orixás" (PEREIRA, p. 217, 2015), e também não é de forma nenhuma a evolução de um exu da Quimbanda, é um Orixá que da mesam forma que os outros merece todo o respeito e culto.

 

REFERÊNCIAS

CALENDÁRIO yorubá. Disponível por https://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_yoruba. Acesso em 25 abr 2015.

PEREIRA, Ronie Ánderson. Ilê Orixá: uma breve explicação sobre o culto aos orixás: batuque do Rio Grande do Sul: nação Oyo e Jeje (Pai Ronie de Ogum Adioko). Florianópolis, SC: Bookess, 2015.

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 Publicado em 26/04/16 -  Lei de Direito Autoral nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. 

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