Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), , Pós-Graduando em Especialização em Mídias na Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Pós Graduando em Especialização em História e cultura africana pela Uniasseilvi.

 

O que são os Orixás?

São criações de Olodumare, capazes de intervir na vida cotidiana no aye (Terra) de acordo com o domínio de determinadas forças da natureza que representam. De maneira nenhuma são os Orixás deuses, pois não são criadores de nada. Por isso de forma nenhuma pode-se dizer que o culto aos Orixás nos faz ser politeístas. A religião tradicional africana é monoteísta, pois somente existe um Deus que tudo criou, que chamamos de Olodumare. Não foi Oya quem criou o vento, assim como Ossanha também não criou a vegetação. São apenas seus domínios. Quem tudo criou foi Olodumare.

Na nação do Rio Grande do Sul, são cultuados 16 Orixás, embora na África o seu culto seja bem maior. Quando os escravos vieram para o Brasil alguns cultos vieram também com eles, outros ficaram apenas lá, e alguns se perderam. Cabe a nós fazer com que as gerações futuras tenham condições de conhecer a religião africana, preservando seu culto.

Cada Orixá cultuado no Brasil, representa uma força da natureza, são a própria natureza. Sentir a presença de cada elemento natural é sentir a presença dos Orixás, a presença de Olodumare, de Deus.

Não é possível determinar a idade de um Orixá, pois a sua criação é indeterminada, não existe nenhum acontecimento histórico relacionado a cada um deles. Alguns Orixás aparecem em alguns mitos como criações divinas no início dos tempos.

Olodumare criou os Orixás como forma de comunicação do homem com ele, já que nós seres humanos não conseguimos ter contato direto com Olodumare, precisamos dos Orixás para nos intermediar, para nos cuidar, e para nos auxiliar em nossas dificuldades diárias.

Nenhum Orixá é ruim, nenhum Orixá faz o mal, eles dão a seus filhos o livre arbítrio de decidirem o que fazer. Somos construtores de nosso futuro, de nosso presente.

"Os poderes dos Orixás são iguais, padronizados, de acordo com a função de cada um, complementado-se entre sí, e finalmente tornam-se o conjunto das forças que regem o Universo" (Ferreira, 2007)

Desta forma percebe-se que todos são importantes necessários para se manter o equilíbrio entre o orun e o aye. De uma forma geral os Orixás podem ser agrupados de acordo com os seus domínios na natureza.

Os Orixás estão em toda a parte, em todos os lugares, na cidade, no campo, no ar, na água, no fogo. Em qualquer lugar que estivermos estaremos sob o domínio de um Orixá.

Para vermos Bará (Esu) basta olhar as estradas, os caminhos, o movimento, a vida, a própria criação. É o mediador entre os homens e os demais Orixás, por isso está intimante ligado a todos os lugares, todos os caminhos.

O Orixá Ogum está presente em todo o desenvolvimento tecnológico, na indústria, nas lutas diárias, no trânsito, nas guerras, nas armas. Representa a fúria pela justiça, o trabalho e a agricultura.

Oya é o vento, as paixões, a união familiar, as reconciliações, os movimentos e todas as formas de união existentes. É quem o Orixá que possui controle entre os mortos (eguns) e os mantém separados do aye.

Xangô representa a justiça, os negócios, o estudo, está presente em todas as nossas rotinas, é o Orixá que julga todas as nossas ações de forma imparcial.

Odé e Otim representam a caça, a luta pela sobreviência, a fartura, a convicção de atingir nossos objetivos, de ter um foco a atingir, representam a prosperidade, vivem na mata. Odé faz a caça e Otim a carrega (segundo alguns mitos africanos)

Obá é o Orixá dos amores impossíveis, da mudança, de novos rumos na vida, de novos paradigmas, das conquistas.

Ossanha é o médico da nação africana, responsável pelas curas, é o dono de todas as folhas, de toda a vegetação e o conhecedor do segredo mais íntimo de cada uma. Vive na mata virgem, mas em todo o lugar onde estiver uma planta podemos sentir a sua presença.

Xapanã é o Orixá de todas as doenças, por isso é quem melhor as conhece, está ligado a morte, pois é o Orixá dono do buraco.

Os Ibeji são a representação da inocência das crianças da pureza, da justiça, da misericórdia e da harmonia.

Oxum é a fecundidade, a família, a emoção, a alegria, é quem cuida da gestação. É o Orixá das flores e dos perfumes. Está presente principalmente nas águas límpidas.

Iemanjá é uma grande mãe, recebe a todos com muito carinho e amor, representa a mãe de todos, também possuem seus domínios nas águas, no Brasil é representada pelo mar. Mas seus axés também podem ser recebidos na água doce.

Oxalá representa a pureza, a harmonia, a misericórdia, e sua maior representação é o branco, é um dos Orixás de maior sabedoria e mais antigos, tem seu domínio na água.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

MALANDRINO, Brígida Carla. Ciberteologia. Revista de Teologia & Cultura, Ano II número 15.

 

 

 
 
 

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site, sem autorização por escrito - A apropriação indevida é crime. Para citar qualquel coisa deste site é preciso citar a fonte a autoria. Ilê Orixá -2011 - 2015 Designer Pai Ronie Ogum Onire -

Lei de Direito Autoral nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

 * Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 02/05/2014

ATENDIMENTO COM HORA MARCADA

Rua Vidal Brasil, 559 - Novo Mundo - Gravataí - RS Fone: (51) 34974127 - 98382598 contato@ileorixa.com.br -

WhatsApp Pai Ronie 51 98382598 Pai Alexandre 51 82933850