Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG, Pós-Graduando em Especialização em Mídias na Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.

 

O Orixá Ogum

(O senhor da guerra)

 

Ogum representa todas as batalhas e adversidades da vida, é quem nos orienta e nos guia quando passamos por uma dificuldade. Nada é impossível para Ogum , pois um lutador, um grande guerreiro, amado e temido. Foi o primeiro Orixá a pisar na Terra.

De acordo Santos (2008) considerado irmão Bará (Èsù), filho de Òdùduwa, e em algumas histórias de Yémánjá (yemanjá), mas em ambos os casos é filho de Òrìsàlá (Oxalá).

"As origens de Ògún datam dos tempos proto-históricos e sua função de Asiwajú, aquele que toma a vanguarda, aquele que vai na frente" (Santos, 2008)

 

Ele não é o Orixá que abre os caminhos, é quem os cria, onde nunca antes alguém passou. Por isso está ligado ao trabalho. É o Orixá da guerra, mas não da guerra injusta e sim da justiça, realizada com as suas próprias mãos se necessário. Xangô é a lei, a justiça cega, que julga de forma imparcial. Ogum é quem executa e faz cumprir a Lei.

É o segundo Orixá a ser servido. É considerado o mais violento de todos os Orixás, punindo o mal feitor impiedosamente.

A Ogum são consagrados todas as estradas e todas as ferramentas, pois é o Orixá que permite que elas sejam criadas, é quem criou as primeiras ferramentas. Desvendou o segredo dos metais e possibilitou o desenvolvimento tecnológico.

 

Ogum é o dono da faca (obé) axé rexebido quando se faz o assentamento do Orixá. Nenhuma faca pode ser levantada sem o axé de obé. É ele quem forjou a primeira faca de metal, capaz de cortar tudo que os demais Orixás não conseguiam cortar.

De acordo com a mitologia africana, Ogum sempre ganhou todas as suas batalhas, sem nunca perder nenhum soldado seu. Lutou a frente, tendo recebido uma coroa, a recusou para lutar com seus soldados. É o patrono da infantaria.

É o Orixá da terra, da estabilidade, da força bruta, dependendo de qual nação está se cultuando algumas características são diferentes em seu culto. Na nação oyo-jeje Ogum é representado pela cor verde escura, é servido com pratos simples coberto com azeite de dendê. A sua principal comida ritual é a costela assada (preferencialmente com 7 ossos) com uma laranja e farinha de mandioca coberta com azeite de dendê.

Destaca-se nos cultos de nação, dentro do culto a Ogum, três qualidades deste Orixá: Ogum Avagã (quando faz ajuntó com Iança ou Obá) Onira (quando faz ajuntó com Oya) e Ogum adiola (quando faz ajuntó com iemanjá).

REFERÊNCIAS

SANTOS, Juana Elbeim dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e culto Égun na Bahia; traduzido pela Universidade Federal da Bahia. 13ed. Petrópolis, Vozes, 2008.

Veja também [Folhas dos orixás]

 

 
 
 

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 * Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 19/03/2014

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