Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG, Pós-Graduando em Especialização em Mídias na Educação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.

 

O Orixá Oya

(A rainha dos ventos)

 

 

 

 

 

O vento é a melhor representação para Oya que é o movimento. A partir do movimento do vento o mundo se coloca em uma nova ordem, algumas coisas são destruídas, liberando espaço para outras novas ganharem seu lugar.

O vento poliniza, favorecendo um novo nascimento, movimenta águas e cria novas estruturas. "Xangô é o trovão e Iansã é o relâmpago" (Santos, 2008).

Oya era esposa de Ogum, que forjava suas ferramentas lentamente, devido ao fogo fraco, para ajudar Ogum Oya soprava o fogo, aumentando suas labaredas e a velocidade de produção de suas armas. "Iansã era mulher bela e valente, muitas vezes acompanhava Ogum na guerra.

Não havia companheira melhor para a guerra" (Prandi, 2007). Ao ajudar Ogum, Oya aprendeu a lutar, recebeu uma espada, e o acompanhava nas suas batalhas. Conheceu o segredo do fogo com Xangô e o controle dos eguns com Xapanã (Santos, 2008).

Por isso é o Orixá que afasta os eguns de nós. Desta forma também está ligada a morte. (ikù), juntamente com Xapanã. Mas de forma nenhuma Oya é a morte, ela é vida, é força é dinâmica, rápida. Utiliza o Iukerê (espécie de espanador produzido com o rabo do búfalo, para afastar os eguns, que possuem medo de Oya, pois somente ela sabe como os controlar. Basta um olhar, uma gargalhada, ou um grito para saírem, retornam para onde não deveriam ter saído.

Oya também está ligada a união, mas não somente a união homem e mulher, mas também a toda a força de união familiar, a união das pessoas, a união dos amigos, por isso é a dona da aliança, ma dona do casamento. A sensualidade feminina é Iansã que confere.

Orixá de muitos amores, de muitas conquistas e de grande aprendizado. Ainda segundo Santos (2008) "oya está relacionada com a floresta e a terra, é inteira e uniformemente vermelha", vermelho que representa o fogo,a energia pura que se movimenta, que percorre o Universo na forma de vento, de tempestades, furacões entre outros.

No batuque do Rio Grande do Sul, especialmente na nação de tradição Oyo e Jeje Oya/Iansã é sincretizada como Santa Bárbara, mas de forma nenhuma pode-se dizer que são as mesmas. Oya como Orixá que é, nunca teve um corpo físico, é energia pura que se move que transforma e está entre nós representada pelo próprio ar, que está em nossa volta, em too o lugar. Sempre que tivermos um vento, um raio, podemos ter a certeza da sua presença.

Veja também [Folhas dos Orixás]

REFERÊNCIAS

SANTOS, Juana Elbeim dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e culto Égun na Bahia; traduzido pela Universidade Federal da Bahia. 13ed. Petrópolis, Vozes, 2008.

PRANDI, Reginaldo. Contos e lendas afro-brasileiros: a criação do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

 

 
 

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 * Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 21/05/2014 Revisão em 21/07/2014

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