Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG

 

Posso encher minha quartinha?

O termo quartinha é utilizado para representar um utensílio de barro ou louça que serve para acondicionar água que será servida ao bori, ou para assentamentos. Em caso de assentamentos é utilizada uma quartinha para cada Orixá, que deve permanecer sempre cheia.

Em alguns terreiros, a água das quartinhas é substituída a cada semana e em outras é apenas completada, em qualquer dos casos é uma forma de renovar o axé, de renovar a energia, uma forma de criar movimento. Movimento que transporta energia, que faz fluir energias boas em nosso favor, e que leva para fora as energias negativas. A água nos acompanha desde o nosso renascimeno na religião dos Orixás, até nosso desligamento do aye.

Todo o iniciado nos rituais afro, ao realizar sua obrigação de bori (ou mesmo outras, em alguns casos especiais de acordo com a necessidade) possuem uma quartinha, que serve para guardar e renovar o omi (água). A água é vida.

O bori é o principal elo de ligação do iniciado com seu Orixá, nesse caso a quartinha ao ser enchida fortalece este elo minimizando fronteiras e fortelecendo a ligação com o sagrado. É uma forma de compromisso estabelecida entre Orixá e seu filho.

Quando preparada a sua quartinha na religião dos Orixás, os filhos do axé devem encher sua quartinha, pois antes de tudo é um dever e um direito, pois é sua, é um dever, pois sendo sua, é a parte mais interessada para que esta se mantenha cheia, é uma forma de restaurar suas energias, fortelecendo seu axé.

Desta forma, quando um filho do axé, perguntar se pode encher sua quartinha a resposta deve ser: - claro porque não poderia, afinal é sua.

Ao enchermos nossa quartinha o Orixá nos assiste, nos observa, a forma que fazemos e o carinho que estamos dispensando. Ao servir água para as quartinhas, estamos nos fortalecendo e disponibilizando ao Orixá nosso tempo, nossa energia e dedicação.

A água é a renovação, é a fertilização, é vida, é purificação. Sem água não existe axé. Ela está presente em todos os momentos da iniciação religiosa, nos acompanha do início ao fim da vida, e este acompanhanmento é feito a partir de nossa quartinha.

 
 

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* Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios.

Publicado em 27/09/2013 Atualizado em 03/10/2014

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