Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG

 

É PRECISO SEPARAR

 

Os cultos afro vieram para o Brasil juntamente com os primeiros escravos trazidos da África, com eles não vieram somente as pessoas, mas seus costumes, sua dança, seus cânticos, sua cultura e religião.

Em um país colonizado especialmente por cristãos, não foi possível os negros mostrarem sua religiosidade de forma aberta. Desta maneira de uma forma muito inteligente os negros africanos adotaram o sincretismo religioso como forma de perpetuar seu axé, sua religiosidade, sua força.

"Etimologicamente esta palavra [sincretismo] é de origem grega e significa fusão de doutrinas de diversas origens, tanto nas esferas das crenças religiosas quanto nas filosóficas. Neste contexto o sincretismo ganha a definição de influências exercidas por uma religião na prática de outra religião ou a fusão de concepções religiosas diferentes". (Macedo, Danilo Rios.)

Sem dúvida a religião africana existe em nosso dias graças ao sincretismo adotado pelos escravos, que possibilitou aos negros cultuar seus Orixás como se estivessem cultuando os santos catolicos que apresentavam características próximas aos seus Orixás para cultuar:

Bará

Santo Antônio e São Pedro

Ogum

São Jorge

Iansa /Oya

Santa Bárbara

Xangô

São Miguel Arcanjo e São Jerônimo

Odé

São Sebastião

Otim

Santa Efigênia

Ossanha

São Manoel

Obá

Santa Catarina e Joana d'Arc

Ibeji

São Cosme e São Damião

Xapanã

São Lázaro

Oxum

Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora Aparecida e Das Dores

Iemanja

Nossa Senhora dos Navegantes

Oxalá

Divino Espírito Santo

Oxalá Orumilaia

Santa Luzia

Os Semhores dos escravos em suas senzalas viam suas imagens a frente das obrigações africanas (representadas em ocutás) e pensavam que estavam cultuando seus santos .

Para aquela época naquela ocasião foi necessário isso. Hoje é necessário separar é necessário romper com o sincretismo religioso, valorizar e redescobrir a identidade africana perdida com o tempo.

Existem muitas formas de sincretismo religioso em nosso cotidiano, especialmente na Nação dos Orixás. Quando uma imagem de Santo Católico é colocada em nosso quarto de santo, quando colocamos um buda junto a nosso jogo de búzios, quando fazemos o ritual do passeio a uma Igreja Católica após uma obrigação religiosa, quando uma criança é batizada em locais Cristãos, em quando se faz um casamento em rituais Cristãos.

Todas as crenças religiosas devem igualmente serem respeitadas, valorizadas, e para conhecermos é preciso entender sua dinâmica, sua filosofia, e seus credos, sem interferências de outras concepções religiosas.

Romper com o sincretismo religioso é valorizar nossa identidade, é dizer que precisamos do consentimentom de outras crenças para fazer valer nossa crença, e isso não significa que não as respeitamos.

Veja também [Folhas dos Orixás]

REFERÊNCIAS

MACEDO, Danilo Rios. Sincretismo religioso. Núcleo Verbita de fé e cultura. Disponível por http://webnucleoverbita.cesjf.br/node/19621

 

 

 

 

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* Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios.

Publicado em 21/08/2012 Revisão em 10/06/2013

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