Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG

 

VIVER A RELIGIÃO

 

Segundo a Religião Tradicional Africana, a religião precisa ser vivida no dia-a-dia, se deve viver a religião, não viver da religião. Para viver a religião é necessário ser uma pessoa íntegra, na sociedade, na cidade onde mora, com seus filhos de santo e principalmente, acima de tudo com os Orixás.

Viver a religião é escutar a vontade dos Orixás e colocar sua vontade em prática. É não questionar o sagrado, não tentar racionalizar a religião, apenas praticar. É abrir mão de nossa vontade para a vontade do Orixá.

Não se é íntegro quando se mente, quando se engana, quando deixamos a vaidade tomar conta de nós. Quando isso ocorre não estamos mais vivendo a religião, estamos sim vivendo dela. Estamos mercantilizando a fé, estamos capitalizando aquilo que não é capital.

A fé deve existir, sem preço e sem cobrança, ela não precisa ser explicada, é incondicional. Precisa apenas ser sentida por cada um. Não importa o que aconteça, pois ter fé é saber que viver religião não nos coloca acima do bem e do mal, não coloca como seres superiores, sem problemas. Mas nos faz aceitar aquilo que deve ser aprendido e vivido por cada um.

Alguns dirigentes embora não vivam a religião, e simplesmente vivem dela, fazem com que todos a sua volta pensem quem a vivem. Por quererem ou simplesmente por desconhecerem os reais mecanismos dinâmicos da Religião Tradicional Africana, que possui como valores principais a cooperação e ajuda ao próximo.

Felizmente não se consegue enganar a todos o tempo todo, a verdade sempre aparece, como um fantasma que circunda a vida dos malfeitores. Quem somente vive da fé dos outros, é porque de fato não tem fé. Apenas exerce uma atividade mercantil.

 

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REFERÊNCIA

SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia; traduzido pela Universidade Federal da Bahia. 13 ed. Petrópolis, Vozes, 2008.

 

 

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 Publicado em 28/04/2012 Revisão em 10/06/2012

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