Ilê Orixá faz homenagem aos

Orixás Oxalá e Oxum

 

Não se precisa de luxo para cultuar o sagrado, e foi com muita simplicidade que o Ilê Orixá encerrou o ano de 2016 com seu xirê de encerramento do ano aos Orixás Oxalá e Oxum, no Ilê Orixá. Para este xirê não foram sacrificadas aves, já que a obrigaçãod e Pai Alexandre ocorreu no mês de abril, e de Pai Ronie no mês de outubro, não havendo a necessidade de se cortar novamente, até porque não é somente de sangue vermelho que o orixá se alimenta, deve existir um equilíbrio entre os demais tipos e é o somatório de todos que traz a força de realização.

O xirê foi realizado no dia 9 de dezembro, fechado aos filhos e amigos próximos do axé, não tendo sido extensivo convite, pois é um dos momentos em que os filhos possuem de descontração, podendo ficar de forma mais informal, mas de nenhuma forma com menos respeito ou carinho junto ao sagrado.

Este xirê foi realizado com homenagem aos Orixás Oxalá e Oxum, pois para o povo batuqueiro do Rio Grande do Sul são os orixás regentes do ano de 2017, e já havia sido determinado que este xirê seria para estes orixás, no entanto logo após se confirmou que o ano de 2017 para a comunidade Ilê Orixá seria regido por Ogum, juntamente com os orixás Oya, Iemanjá e Bará.

No entanto, após consulta ao oráculo, foi determinado que deveria ocorrer a sacralização, mas de aves ou quadrúpedes, e sim com sangue verde das folhas representativas de cada um dos orixás que são cultuados. Desta forma foi disponibilizada uma lista de ervas principais para cada um dos orixás e solicitado que os filhos levassem mudas para colocar no quarto de santo, como representaçao de sacralização para um determinado orixá.

O resultado foi que mais de cem mudas foram colocadas, criando a sensação que o quarto de santo era uma floresta. É comum no Ilê Orixá o uso de muitas folhas durante os ritos, fazendo a substituição plantas por aves. Após o xirê todas as mudas foram plantadas na sede do Ilê Orixá, para no futuro serem utilizadas em banhos ou ritos diversos com os orixás. Além disso é importante destacar que Pai Ronie e Pai Alexandre doam folhas para amigos, filhos e clientes que necessitam realizar banhos, ou ainda mudas de ervas aos interessados, o que faz com que seja necessário sempre existir a reposição das mudas e o cuidado com cada um delas.

A única exigência para a doação das folhas é que estas sejam sempre utilizadas para saúde ou fortalecimento, não podendo estas ervas serem utilizadas para outros fins que não sejam estes, pois para o Ilê Orixá a religião deve ser utilizada exclusivamente para fazer o bem e para ajudar as pessoas, pois orixá é saúde, união e prosperidade.

Com plantas diversas colocadas criou-se um ambiente de total integração com a natureza, fortalecendo o vínculo com os orixás que são manifestações desta natureza, pois de nada adianta dizer que os orixás moram na natureza, que são ela, e ao mesmo tempo nos distanciar cada vez mais desta natureza, não podemos dizer uma coisa e fazer outra.

Toda planta traz consigo novos segredos, alguns conhecidos e muitos desconhecidos, que segundo a tradição yorubá são conhecidos somente por Ossanha, cultivar stas plantas nos aproxima de Ossanha, e nos faz cada vez ter maiores condições de ajudar que busca a ajuda dos orixás, principalmente saúde.

Pai Alexandre de Oya Tofã e Pai Ronie de Ogum de Ogum Adioko agradecem as mais de 110 mudas que foram colocadas no quarto de santo no último xirê. Lembrando que cada planta colocada representava um axé de corte para um orixá da casa. Que o axé de cada planta seja para levar saúde, fartura, prosperidade, alegrias e conquistas a todos os que dedicaram um pouco de seu tempo para comprar uma muda ou mesmo procurar em sua casa ou de amigos.

Ilê Orixá faz homenagem aos orixás Oxalá e Oxum / Batizado nos moldes yorubá /

Família Ilê Orixá encerra o ano com xirê em homenagem aos orixás Oxalá e Oxum

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Publicado em 10/01/17 - Lei de Direito Autoral nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.