Oficina sobre o aforiba movimenta o axé

Na tarde do dia 04/10 Pai Alexandre de Oya Tofã conduziu Oficina sobre o ritual do aforiba aos filhos do axé, com a finalidade de esclarcer a todos como este funciona e de que maneira deve ser realizado. O Ilê Orixá, um axé de Ogum com Oya sempre terá em seus toques este ritual, dai a necessidade de fazer com que todos os filhos do axé o compreendam e saibam como funciona.

O Aforiba é uma dança mitológica em que Oya dança como Ogum a simulação de uma bebedeira e que ela embebeda Ogum para fugir com Xangô. A representação do Orixá Ogum foi feita pela filha de Pai Ronie Sheila de Bará Lanã e de Oya pelo filho de Pai Alexandre Cleber de Ossanha, que prontamente se candidataram para realizar a simulação.

A dança vai transcorrendo e Ogum quase que cai no chão, momento de intensa emoção, quando ele então para com os braços caídos devendo novamente ser quebrado, ou seja dar novamente a sua chegada.

A bebida utilizada é o atam, bebida pertencente ao Orixá Ogum, produzida a partir de frutas picadas e suco de groselha, em algumas casas substituído por suco a base de laranja. A maioria das casas de axé substitui o atam pelo refrigerante para a realização do aforiba.

Estiveram presentes neste encontro os filhos do axé abaixo: Marcelo de Ogum, Alessandra de Iemanjá, Ceber de Ossanha, Sheila de Bará, Adriano de Xangô, Silvia de Bará, Gisele de Iança, Terezinha de Oxum, Divina de Oxum, Janaina de Oya, Richard de Xangô, Adriana de Iança, Érica de Oya, Marcelo de Xangô, Felipe de Ogum, Alexandre de Oxalá, Pedro, Henrique, Heloísa, Thiago, Yuri, Yanzer, Ingrid, Suzana de Xangô, amiga do axé.

Pai Ronie de Ogum e Pai Alexandre de Oya agradecem a todos os filhos do axé que participara a oficina, e em especial a Sheila de Bará e Cleber de Ossanha por fazerem a encenação dos Orixás Ogum e Oya e permitir que este aprendizado fosse estendido a todos.

Pai Ronie de Ogum Adioko
Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 445 artigos
Pai Ronie é Licenciado em Matemática pela Uniasselvi, especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e cultura afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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