Dia Mundial da religião e Dia mundial de combate a intolerância religiosa

Combater a intolerância religiosa é tarefa de todos os praticantes de todos os credos religiosos, não deve ser a bandeira de nenhum dos credos, pois todos somos responsáveis por criar mecanismos de inclusão e aceitação de todos. A intolerância religiosa começa quando não aceitamos a fé do outro. Todas as são igualmente importantes e devem ser respeitadas, os que fazem uso da fé para travar desavenças não estão de forma nenhuma cultuando o sagrado, pois o sagrado habita em todos. Todos os seres somos a morada de nossos orixás, carregamos a herança de nossos antepassados e a responsabilidade de sempre valorizar e respeitar a todos.

Todos possuem o direito de professar a fé que quiserem e também de mostrar a sua fé. Somos intolerantes quando a fé do outro nos agride, nos incomoda. É necessário que todos de mãos dadas repensem suas atitudes frente ao sagrado. No Ilê Orixá, ninguém incentivado a se atritar com credos. O respeito a todos é a maior arma no combate a intolerância.

Nos cultos afro-brasileiros a religiosidade  nos ensina a incluir a todos, sem nenhum tipo de discriminação, seja por sua crença, por suas escolhas, posição social ou ainda por qualquer outra coisa que não seja motivo de não inclusão. A filosofia africana nos ensina a sempre valorizar a todos, a ajudar a todos e a nunca ser intolerante, pois a intolerância é a origem de muitos dos males que existem no nosso mundo. O dia 21 de janeiro de cada deve ser uma data para que cada um repense as suas atitudes frente ao sagrado, pois não podemos buscar a paz, a harmonia e a tolerância se somos responsáveis por guerras, atritos, revoltas e discórdias.  Se não queremos ser intolerados é preciso que também não sejamos intolerantes com ninguém, pois sempre é mais fácil criticar os outros do que nos olhar, ou ainda nos colocar no lugar do outro.

Pai Ronie de Ogum Adioko
Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 445 artigos
Pai Ronie é Licenciado em Matemática pela Uniasselvi, especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e cultura afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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