Dia Mundial da Religião e Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa

O Ilê Orixá acredita que todos os credos devem ser igualmente respeitados e valorizados, e para isso deve-se sempre valorizar a crença do outro, valorizar a história e os princípios de cada um. Quem faz parte de uma comunidade de terreiro sabe da importância de respeitar as diferenças, de respeitar a todos e o conhecimento produzido por qualquer cultura. Ninguém é o único detentor de um conhecimento e ninguém é o único dono da verdade, por isso é importante saber escutar todos;

A intolerância religiosa existe por que cada um pensa que está correto, e que todos os demais não estão, somente com a união de todos, com todas as forças unidas é que poderemos buscar uma unidade entre todas as crenças e desta maneira reduzir a intolerância religiosa, e para isso todos nós temos uma parcela de responsabilidade.

Não adianta acreditar no sagrado se no dia a dia, se praticam ações que de nada servem para unir o homem ao sagrado, é necessário de fato respeitar para ser respeitado, e entender que todos nós possuímos o direito de discordar e de ter nossa própria opinião, não acreditar ou não gostar de uma crença de forma nenhuma nos dá direito de combatê-la, não respeitar ou ainda incentivar agressões aos seus frequentadores.

A base da democracia é compreender que nossos direitos se encerram onde começa o direito do outro, e que todos temos também obrigações. O Brasil é um estado laico, que permite o culto livre a todas as crenças, mas não permite o desrespeito a nenhuma, todos devemos conviver com as diferenças.

O Ilê Orixá neste sentido tem orgulho de estar inserido em uma comunidade onde além de respeitar a todos também é respeitado por toda a comunidade, que o recebe com carinho, e amor, resultado do trabalho conjunto de todos os filhos e amigos do axé. Que este respeito e união seja estendido as demais comunidades, sobretudo de culto africano.

Pai Ronie de Ogum Adioko
Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 671 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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