Fortaleza Ilê Orixá realiza obrigação aos ancestrais

Foi realizada na sde da Fortaleza Ilê Orixá, no último dia 9 de janeiro, a obrigação anual aos ancestrais do terreiro, contando com a presença de todos os filhos que possuem casas abertas e também de filhos do axé com obrigação de 4 pé. Essa obrigação dá início ao nosso calendário religioso, e com ela abre a realização das obrigações nos diversos Ilês ligados ao axé.

Aos filhos que irão dar de comer aos seus orixás ou ainda irão realizar o assentamento de novos orixás a participação no rito é obrigatória, já que não existe orixá sem ancestral, e a obrigação aos ancestrais é realizada antes do início da obrigação aos orixás do axé.

Egun, representa a força do axé, a força de uma casa, é quem regula e também determina a sequência do axé, nada se pode fazer sem ancestral, poissem ele não existe orixá, já que todos orixás foram iniciados por alguém que os fez.

Respeitar a ancestralidade é sempre respeitar quem nos fez, é reverenciar a sua história de nosso axé, é cultuar nossos antepassados e pensar no presente e futuro sempre em acordo com a vontade do que o ancestral nos determina. A ancestralidade é um dos segredos de um axé, um dos pilares e também onde alimentamos nossas raízes, nosso axé, é onde o orixá recebe força.

Esta foi a primeira obrigação aos ancestrais realizada após completar um ano de falecimento de Pai Sérgio de Xangô Aloxé, que foi quem iniciou Pai Alexandre de Oya e Pai Ronie de Ogum, e com isso deu condições do axé existir.

O rito da obrigação foi conduzido por Pai Ronie de Ogum Adioko e acompanhado por Pai Alexandre de Oya Tofã e demais filhos do axé que prestigiaram a obrigação, que dentro da Fortaleza Ilê orixá já é realziada desde o ano de 2015.

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 925 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

Seja o primeiro a comentar