Minha caminhada: 3 anos de Iemanjá Aeboci
Texto: Mãe Simone de Iemanjá
Em 2008 fiz meu primeiro bori, fui iniciada por uma filha de Xangô. Depois fiquei muitos anos afastada da religião.
Retornei em 2018 por motivo de doença, não conseguia estudar ou trabalhar direito. Segui meu caminho e em 2019 cheguei a Fortaleza. O Pai Ronie jogou pra mim, ouviu minha história e me deu muitos conselhos. Fui pra casa e pensei muito…
Na outra semana entrei na casa, só não pude lavar minha cabeça por estarmos em luto pelo falecimento do Sérgio de Xangô, nosso avô. Então, no dia 12/08 foi tocado um xirê e então lavei minha cabeça. No mesmo ano fiz minha obrigação, Mieró ou ervas… Foi um passo a passo maravilhoso, pois eu estava muito doente e minhas obrigações foram mudando de acordo com minha melhora: ervas, ebi, aribibó, bori de aves, bori de 4 pés e assentamento.
Hoje minha Mãe Iemanjá Boci Aeboci faz 3 aninhos de bacia e é um dia muito importante pra mim.
Estou contando isso resumidamente, porque hoje eu entendo muita coisa, o porquê de tudo, e deixo um conselho: “nunca, nunca mesmo tenham atitudes ou decisões baseadas no bem estar do outro”. Faz um tempo que ouvi de um Orixá: “tenha amor próprio” e hoje eu entendo. Porque devemos nos priorizar, as pessoas tendem a não valorizar teu esforço.
Mas Orixá sim, teu Orixá é grato por cada gesto, cada ação e principalmente pela tua evolução.
Obrigada a todos por fazerem parte desta história, aprendi muito com todos.
Obrigada Pai Ronie, meu exemplo de ser humano, obrigada Pai Alexandre por ser luz para nós.
E principalmente, obrigada Iemanjá por ser sempre esta mãe doce e paciente comigo.

