Oficina sobre cuidados com os orixás

O Ilê Orixá movimentou a sua comunidade no último dia 13/09 com Oficina intitulada “Cuidados com o Orixá”, que teve como objetivo principal orientar os filhos do axé a cuidarem dos Orixás que se manifestam no Ilê. Com isso, pretende-se continuamente treinar a todos para melhorar a qualidade a criar uma filosofia de melhorar sempre, orientando a todos de como buscar da aprendizagem a cada instante.

Pai Alexandre colocou que a casa é de todos, que não pertence a ele ou a Pai Ronie, a Ogum ou a Oya, e sim a todos os Orixás e a todas as pessoas que entram e saem todos os dias do terreiro, que é uma casa de acesso livre a todos os interessados, por isso deve ser um espaço acolhedor, um espaço sagrado de culto a religião.

Em um espaço de culto aos Orixás é necessário e importante que o conhecimento seja partilhado entre todos, que todos saibam todas as etapas do culto aos Orixás, não basta conhecer bem uma etapa se não conhecemos as outras. Quanto mais o conhecimento é replicado em uma comunidade de terreiro melhor será para todos.

Foram mediadores para esta Oficina Pai Alexandre de Oya Tofã e Pai Alexandre de Ogum Adioko. Inicialmente foi colocado a importância de se entender bem um Orixá, o que ele precisa, de que forma atende-lo. Orixá precisa de respeito acima de tudo.

A religião africana é baseada na Oralidade, na trasmissão dos conhecimentos dos mais antigos para os mais novos, mas em uma sociedade cada vez mais dinâmica, em uma sociedade digital é importante se manter os registros de tudo que se faz, para dentre outras coisas além de manter a história viva da instituição, favorece o aprendizado regresso.

Ao iniciar a Oficina foi destacado a importância de se conhecer corretamente os fundamentos da nação Oyo e Jeje, praticados no Ilê Orixá, para podermos padronizar todas as variantes que ocorrem na casa.

Durante a Oficina foi solicitado que cada um dos partipantes fosse um multiplicador do conhecimento aprendido, para se ter cada vez mais um ambiente acolhedor e de qualidade.

Os ouvintes durante todo o encontro aprenderam a desenvolver respeito com os Orixás e com seus irmãos de axé, essência básica na religião tradicional africana.

Foram pontos destacados durante a Oficina:

  • de que forma dar a chegada a um Orixá;

  • como colocar o Orixá em Axerê;

  • de que maneira secar um Orixá;

  • como entregar um alá;

  • de que forma entregar um axé;

Estiveram presentes na Oficina

  • Adriana de Oya

  • Alessandra de Iemnjá

  • Claúdia de Iemanjá

  • Rosângela de Xapanã Belujá

  • Edgar de Xangô

  • Adriano

  • Felipe de Ogum

  • Michele

  • Valdinei de Ogum

  • Sheila de Bará Lanã

Os amigos

  • Fernanda de Xangô Aganjú

  • Ana de Oxalá Orumiliaia

  • Júlia de Oya

  • Diego de Oxalá

  • Pai Sérgio de Iemanjá

  • Daiane

  • Roger

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 773 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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