Filhos do axé – Fundação Ilê Orixá – 7 anos

Texto: Pai Ronie de Ogum

Fotos: Alisson de Oxalá

Sem dúvida quem faz um axé não é o Pai ou a Mãe, não são os clientes, quem faz um axé são os filhos do axé. É na alegria de cada rosto, de cada abraço diário, que se percebe a satisfação do filho de santo. E o Pai de santo se satisfaz ao ver seu filho crescer, a solucionar seus problemas , ao ver o axé crescer e se desenvolver.

O Ilê Orixá quando foi fundado em 30 de setembro de 2018, teve como um dos principais objetivos, desmistificar a religião da maioria das pessoas, mostrar que a religião africana, como qualquer outra, é utilizada para fazer o bem, de forma coletiva ou individual.

E sem dúvida o Ilê Orixá mostrou que o batuque pode sempre levar a alegria, a paz e a harmonia para todos, pois a religião levada a sério, faz crescimento. Ser religioso é compreender que todos somos diferentes, mas que s diferenças podem fazer com que se faça a união.

Aos filhos do axé que ajudaram a construir grande parte da história deste axé, muito obrigado a todos, pois o axé que iniciou para mostrar que a religião pode ser diferente, que pode integrar a comunidade e atividades sociais em um mesmo espaço hoje não é apenas um objetivo, é uma realidade, que cresceu e se fez fortaleza, a Fortaleza Ilê Orixá.

Pai Ronie Ronie de Ogum e Pai Alexandre de Oya

Pai Ronie de Ogum Adioko
Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 571 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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