Gravataí se veste de vermelho para homenagear Oya e Xangô

Mais uma vez o Ilê Orixá mostrou que o axé nos acompanha, que o Orixá nasce com a gente e que não existe Orixá melhor que outro todos são iguais. Na noite do dia 15 dezembro o Ilê Orixá pintou de vermelho Gravataí, para homenagem aos Orixás Oya e Xangô. Vermelho para Oya e vermelho e branco para Xangô.

Esta obrigação teve como símbolo a balança para o Orixá Xangô e a taça para Oya. A balança rústica encontrava-se logo na entrada do Ilê, com frutas e doces abaixo dela e bananas sobre seus pratos. Raios em vermelho fizeram fundo a balança ornamentada, representando a força de Oya e Xangô juntos.

Xangô representa o equilíbrio e Oya a força do movimeto da mudança, ela representa os ventos que movem o que for preciso para colocar tudo no seu lugar.

Xangô é um dos Orixás padrinhos do Ilê, juntamente com Oxum, desta forma é costume sempre homenagear este Orixá nas obrigações religiosas que ocorrem no terreiro.

Durante o batuque, ainda foram servidas mesas para Xangô com frutas variadas, doces e frutas para Ogum e doces e maças do amor para Oya. Foram distribuídas mais de 200 maças do amor durantre a festa.

Pai Alexandre de Oya Tofã, deseja que cada maça foi distribuída seja para trazer axé de felicidade, fartura e amor a todos.

No espaço destinado a convidados, cada mesa possuia uma taça de barro ornamentada com maças e galhos de pitanga, símbolos de Oya, sobre toalhas vermelhas.

Para fazer religião acima de tudo precisamos ter carinho e respeito, e carinho é o que não faltou nos detalhes observados em cada espaço da decoração utilizada na festa.

Para a decoração externa foram utilizadas taquara (bambu) para Oya e bananeiras distribuídas em todos os espaços do terreiro. Cada um que entrava curvava-se para os Orixás da festa, já que passam em baixo das plantas sagradas para estes Orixás.

 

Pai Ronie de Ogum Adioko
Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 571 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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