A magia da roda de batuque

Nos cultos afro dançamos em círculos, pois o círculo representa a união de forças em prol de um objetivo comum. Quando estamos na roda fechamos um círculo de energia que liga dois espaços paralelos, o orum e o aye.

Estes espaços existem simultaneamente, Orum é o espaço sagrado dos Orixás e o aye é onde nós estamos. A roda, espaço de ligação e culto aos Orixás deve ser respeitada, já que é um local sagrado para a manifestação dos Orixás.

Sempre que saímos ou entramos na roda devemos pedir agô, como forma de respeito ao divino.

Com isso, é fácil perceber o porque não poder deixar espaços vagos na roda, para a energia não sair e para energias ruins não entrarem.

A roda do dia 15 de dezembro, no Ilê Orixá, estava cheia de energia positiva, onde todos, buscavam um objetivo comum, cultuar a religião dos orixás com seriedade e respeito.

O respeito não é imposto pela força ou pelo medo, respeito se adquire pelo exemplo, pela verdade dos fatos, por ações corretas e adequadas a cada situação.

Seriedade é fazer o certo, não o que queremos, e sim o que os Orixás querem, ter seriedade é colocar a vontade dos Orixás acima da nossa vontade, de nossas vaidades.

Orixá é simples, e muitas vezes a força não está em um palácio e sim no coração dos humildes. Que toda a força e axé da roda do dia 15 de dezembro seja replicada no coração e na vida de cada pessoa que esteve presente na obrigação.

 

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 1264 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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