Quando o ferro e o vento se unem

Fotos: Thiago de Oxum /Ijexá Produtora Afro

Tanta coisa poderia ter sido dita, pensada, escrita, mas as vezes as palavras podem faltar, energias opostas, diferentes e talvez controversas, mas que andam sempre juntas dentro da Fortaleza, sempre em prol de um mesmo objetivo, de levar a religiãao dos orixás adiante, de forma correta e sempre presa na verdade.

O ferro de Ogum é a força da sustentação, da força bruta necessária para que tudo esteja sempre de forma correta, é a execução do que deve ser realizado para se chegar a um determinado objetivo, é a luta pela conquista do que se precisa para se evoluir, e Oya a brisa que nos alivia, o vento que nos move, que transforma e molda tudo por onde passa, é a transformação e o movimento necessário para que nada fique onde está e tudo se modifique.

Quando o ferro e o vento se unem para trabalharem juntos guiados pela verdade o resultado são mais que construções físicas, são transformações de vidas, de pessoas e também de objetivos, pois nada fica igual após passar pela forja de Ogum e o vento de Oya.

Na Fortaleza Ilê Orixá quando ferro e o vento se unem, a vida muda, os problemas deixam de ter importância e como digo aqui tudo a transformação acontece, a magia se faz presente e viva todos os dias e louco são os que duvidam, pois a única guerra que existe dentro a Fortaleza é a guerra para buscar constantemente o crescimento de todos os merecedores do axé.

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 1069 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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