Antes de tudo cumprimentar Exú Bará

Fotos: Priscila de Ogum

Exu é muito sutil e o mais astuto de todos os orixás.

Ele aproveita-se de suas qualidades para provocar mal entendidos e discussões entre as pessoas ou para preparar-lhes armadilhas.

Ele pode fazer coisas extraordinárias como, por exemplo, carregar numa peneira, o óleo que comprou no mercado, sem que esse se derrame desse estranho recipiente!

Exu pode ter matado um pássaro ontem, com uma pedra que jogou hoje!

Se zangar-se, ele sapateia numa pedra, na floresta, e esta pedra põe-se a sangrar!

Sua cabeça é pontuda e afiada como a lâmina de uma faca.

Ele nada pode transportar sobre ela.

Exu pode ser também muito malvado, se as pessoas se esquecem de homenageá-lo.

É necessário pois, fazer sempre oferendas a Exu antes de qualquer outro Orixá.

(VERGER, 1992)

O sábado, dia 10 de abril, pouco antes de iniciar o Toque em Homenagem aos 14 anos de Oya Tofã e obrigação de seus filhos, foi realizada a abertura para o orixá Exú, iniciando pelos assentamento de Lodê e Avagã e na sequência aos barás assentados dentro do quarto de santo.

Devido a pandemia, este ano a abetura para Exú não foi realizada no cruzeiro que todos os anos se faz o uso desde a fundação do axé, há 10 anos, mas diretamente nos assentamentos destes orixás, já que a festa foi pequena e restrita apenas aos filhos do axé.

A abertura e os cumprimentos ao orixá Exú podem ter sido menores, mas de forma nenhuma com menos fé, dedicação ou força, pois dentro da Fortaleza o axé é sempre para frente, sempre de crescimento e sustentação, axé de Exú para todos, axé de novas oportunidades. Axé da Fortaleza!

FONTE:

VERGER, Pierre F. Orixás. São Paulo: Currupio, 1992

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 973 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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