Há um ano Pai Sérgio de Xangô deixava o aye

Já faz um ano que Pai Sérgio de Xangô Aloxé faleceu, deixando dezenas de amigos desamparados, e o Ilê de Xangô Aloxé sem seu fundador, que dedicou grande parte de sua vida para a sua religiosidade e criação de um espaço sagrado para o culto aos orixás, em Morungava.

Com a sua passagem para o orun ele fica na memória de cada um que conviveu com ele, que por ele foi iniciado, que foi ajudado ou ainda apenas cruzou com ele, pois sem dúvida não passava despercebido, tendo personalidade bastante forte, característica essa que o acompanhou por toda sua vida pessoal e religiosa.

Com sua partida Xangô Aloxé fica também na memória de cada um que recebeu seu axé, seu abraço, uma palavra de carinho, o viu dançar na frente de um tambor. Para os que sentiram a presença do orixá do fogo e do trovão, só podem dizer que Xangô Aloxé possuía características muito fortes, um orixá único, que permanece vivo na memória de cada um.

O axé de Aloxé, é assim, sempre vivo, por todos os lugares em que passou, e na Fortaleza está presente, pois foi o responsável pela iniciação religiosa de Pai Ronie de Ogum Adioko e Pai Alexandre de Oya Tofã, além de demais filhos que também foram iniciados por ele, pelo seu axé.

Foto: Arquivo Ilê Orixá – Pai Ronie de Ogum / Semana da Consciência Negra – Guaíba / 23 Nov 2005

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 771 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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