Ogum Adioko comemora 16 anos de vasilha

Quando no dia 9 de setembro de 2005 Ogum Adioko foi assentado não imaginava como seria os seus 16 anos, não pensava também nas responsabilidades e desafios, nunca imaginei ter uma casa aberta, mas o tempo se fez dessa forma e talvez o que eu não imaginava Ogum já sabia e apenas esperava o seu tempo certo.

São 16 anos de iniciação, já que Adioko foi assentado no ano em que fui iniciado, e costumo dizer dentro de nosso axé que o que fizeram comigo, não faço, pois para a maioria não dá certo, é preciso tempo para aprender, para buscar aprendizados e também para construir histórias. É preciso tempo de iniciação para paradigmas mudarem e se aprender que na religão somos todos eternos aprendizes.

Lembro que no ano que Ogum Adioko foi assentado foi o ano em que os orixás de Pai Sérgio de Xangô, que era filho de Pai Chiquinho de Oxalá, iriam descer para comer, e assim, Ogum foi assentado quando os orixás de Pai Sérgio estavam no chão, momento em que Pai Chiquinho cortou para os orixás de Pai Sérgio, e cortou também para Adioko, eu na posição de neto dele.

Na ocasião não sabia exatamente o que estava ocorrendo, não entendia o que viria, entrava no desconhecido, mas com a certeza de saber que iria me dedicar para fazer o melhor possível, para aprender, para compreender e também para não ser apenas mais um, mas ser um respnsável por mudanças.

Hoje, com 10 anos de casa aberta, juntamente com Pai Alexandre de Oya Tofã, me sinto plenamente realizado junto de Ogum e de todos os demais orixás, compreendo bem todas as responsabilidades, os desafios que já foram superados e também pronto para enfrentar todos os demais que virem pela frente, pois como filho de Ogum sei que é necessário estar sempre pronto para a batalha, sempre pronto para executar o que se precisa.

Hoje sou filho do ferro, filho de Ogum, filho de Adioko, sou simplesmete Pai Ronie de Ogum Adioko. Axé da Fortaleza para todos.

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 1048 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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