Origem da feitura de Pai Ronie de Ogum

Nos cultos de batuque do Rio Grande do Sul, todos nós fomos iniciados por alguém, estes são nossos ancestrais, que mostram nossa Origem e nos fazem entender de onde viemos.

Entender nossa história é compreender o presente, o porque fazemos de um jeito e porque não fazemos de outra forma. Na religião africana, o conhecimento é na sua maior parte transmitido pela oralidade, neste sentido se faz necessário saber de quem recebemos o conhecimento que praticamos.

Para Tacques (2008 p. 84) “um dos pontos iniciais do Oyó, que começa a formar a nossa Bacia, a Sra Emília Fontes de Araújo, conhecida como Mãe Emília de Oyá Laja (grifo nosso), que era uma Princesa do Povo Yorubá, na Nigéria …”.

Tacques (2008 p. 80) destaca que “Mãe Emília, falecida em 1930, deixou como herdeiro: … Pai Acimar de Xangô Tayó …”.

“Pai Acimar de Xangô Tayó, Sr Acimar Cezarino Ribeiro dos Santos, que iniciou oficialmente a nossa Bacia no Rio Grande do Sul com Oyó e Jeje. Pai Acimar também faz parte da Bacia do Pai Antoninho de Oxum. Pertenceu a gamela de Mãe Nicola de Xangô Bamboxê e passou para Mãe Miguelina conhecida como Mãe Miguela de Xangô Tayó.” (Tacques, 2008 85-86 p.)

Segundo Tacques (2008, 86 p.) “Mãe Eulinda de Iansã, Sra. Eulinda de Araújo Santos, filha-de-santo de Pai Acimar de Xangô Tayó, era afilhada de santo do Pai Joãozinho do Bará Exúby”.

Pai Chiquinho de Oxalá, Oscar Francisco Queiroz Santos, filho carnal de Mãe Jane de Oxum, filho de Santo de Mãe Eulinda de Iansã” (Tacques, 2008 87 p.)

Pai Sérgio de Xangô, Sr Sérgio Machado Trindade, recebeu seus aprontes de Pai Chiquinho de Oxalá.

Pai Ronie de Ogum Adioko, foi aprontado por Pai Sérgio de Xangô, no ano de 2005, onde recebeu axé de Obé (Jornal Bom Axé, 2005). O Toque em que Pai Ronie foi aprontado foi dirigido por Pai Antonio Carlos de Xangô, filho de Pai Cleon de Oxalá.

Em 2007, apadrinhado por Mãe Inaya de Oxum, Pai Ronie de Ogum recebe axé de Ifá.

Em 2011, Pai Ronie sai da casa de Pai Sérgio. Ainda neste ano, tem sua obrigação e axés confirmados por Mãe Joice de Oya, que então fica como sua madrinha de axés. A sua confirmação de axés, foi realizada sob os preceitos de Oyo e Jeje, no Ilê de Oya Nirê.

Hoje no Ilê Orixá, Pai Ronie, ainda cultua e permanece sob os preceitos de Oyo e Jeje, respeitando sua origem religiosa.

REFERÊNCIAS

BOM Axé. Encarte Especial. Novembro de 2005.

BOM Axé. Encarte Especial. ed 29 Novembro de 2007.

TACQUES, Ivone Aguiar. Ilê-Ifé: de onde viemos. Porto Alegre: Artha, 2008.

Sobre Pai Ronie de Ogum Adioko 889 artigos
Licenciado em Matemática (Uniasselvi), Graduando em Química (UNIP), especialista em Mídias para educação (UFRGS), especialista em história e Cultura Afro (Uniasselvi). É babalorixá no Ilê Orixá, escritor, professor e estudioso da religião de matriz africana.

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